Edital prevê liberação de R$ 124,4 mil para estudos acadêmicos de cadeias produtivas relevantes

A Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia (Facepe) e a Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper), vinculada à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (SDEC), irão lançar, até esta sexta-feira (2), um edital de fomento a estudos acadêmicos sobre cadeias produtivas relevantes no estado, a exemplo do Polo Automotivo, Produção de Cervejas e do Setor Têxtil e de Confecções. O Programa do Governo de Pernambuco prevê a liberação de R$ 124,4. Os recursos serão provenientes das duas instituições. O anúncio do edital aconteceu na tarde de hoje (30), no gabinete do governador Paulo Câmara.

Fotos: Ailton Pedroza - Secti

Fotos: Ailton Pedroza – Secti

O objetivo é incentivar a elaboração de pesquisas sobre mercado de trabalho, comércio exterior, produção e competitividade em pelo menos 20 setores econômicos estratégicos para o PIB pernambucano. O edital de fomento pretende viabilizar a realização de estudos por pesquisadores vinculados a instituições de ensino superior do Estado, assim como  institutos e centros de pesquisa e desenvolvimento pernambucanos.

O programa prevê a destinação de R$ 124.434,00 para bolsas de pesquisa e atividades de coordenação das equipes selecionadas, com prazo máximo de execução estabelecido em 12 meses. Desse total, R$ 94,2 mil serão repassados via Facepe e R$ 29.634 serão aportados pela AD Diper. O edital será publicado no site da Facepe (www.facepe.br).

Fotos: Ailton Pedroza - Secti

Fotos: Ailton Pedroza – Secti

Entre os setores econômicos que interessam ao Governo do Estado, neste levantamento de informações, estão: Têxtil e de Confecções; Polo Farmacoquímico; Laticínios; Cadeia do Café; Setor Automotivo; Floricultura; TICs e Economia Criativa; Cerveja Artesanal/Industrial;  Serviços Médicos; Vitivinicultura; Serviços Educacionais; Alimentos; Setor Avícola; Cadeia Petroquímica; Turismo; Gesso; Fruticultura Irrigada; Logística e Pesca Oceânica.

“Vale a pena frisar que este conjunto de setores pode ser alterado posteriormente para inclusão de novos segmentos ou retirada dos existentes, desde que aprovados previamente pelo Comitê Gestor, não implicando aumento de prazo ou de custo ao convênio. Excepcionalmente, a pedido do coordenador e mediante apresentação de justificativa, o projeto poderá ser prorrogado a critério da diretoria da Facepe”, explica o presidente da Fundação, Fernando Jucá.

 

Fotos: Ailton Pedroza - Secti

Fotos: Ailton Pedroza – Secti

“Esse trabalho vai permitir um ganho de produtividade analítica e produção de conhecimento científico de ponta. O Governo vai ser  capaz de interpretar, prever e avaliar políticas públicas que contribuam com as estratégias de desenvolvimento econômico para o Estado”, afirma o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Bruno Schwambach.

No mesmo dia da publicação do edital, o formulário eletrônico para submissão de propostas estará disponível no Sistema AgilFAP http://agil.facepe.br/). O prazo para inscrições se encerrará no dia 5 de novembro, às 17h. A previsão para a divulgação dos resultados é 18 de janeiro de 2021 no site da Facepe e no Diário Oficial (www.diariooficial.cepe.com.br), com as pesquisas sendo iniciadas a partir de fevereiro do ano que vem.

DESENVOLVE.AI - Dentro das linhas de pesquisa também há espaços para projetos do programa Desenvolve. AI, que incentiva empresas instaladas em Pernambuco a receber em seu negócio um time de especialistas em tecnologia e inovação. O objetivo é ajudar a resolver antigos desafios e aumentar a competitividade desses empreendimentos no mercado. A iniciativa é executada pela AD Diper, estatal vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado.

Em parceria com especialistas do Núcleo de Gestão do Porto Digital (NGPD), Softex e diversos outros atores do setor, será realizada uma imersão nas corporações, analisando sua cadeia produtiva e identificando desafios. Também devem promover pontes com as empresas de tecnologia, grupos de pesquisa e startups para que estas proponham soluções.

FACEPE vai aderir ao programa da Capes de Desenvolvimento da Pós-graduação nos estados

A FACEPE promoveu, na manhã desta sexta-feira (25), uma oficina com pró-reitores das áreas de pesquisa e pós-graduação das principais universidades de Pernambuco. O objetivo foi apresentar as regras do Programa de Desenvolvimento da Pós-graduação – parcerias estratégicas com os Estados. O Edital 18/2020 da Comissão de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) prevê apoio a programas de pós-graduação de áreas consideradas prioritárias nos 26 estados brasileiros.

IMG_7792A definição de áreas prioritárias passa por lacunas e potencialidades para a formação de recursos humanos e pesquisas para o desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação. O edital prevê que a escolha se dê por meio de oficinas organizadas pelas agências de fomento (FAPs), envolvendo os atores estaduais do governo, das IES, da iniciativa privada ou do terceiro setor.

Em Pernambuco, essas áreas estratégicas são Agropecuária, Inovação na Indústria, Inovação no Governo, Educação e Conhecimento e Qualidade de Vida. Articuladas pela Facepe, essas definições contaram com a participação das secretarias estaduais de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), de Planejamento (Seplag) e Desenvolvimento Econômico (SDEC), com base no plano estratégico de longo prazo Pernambuco 2035. A oficina que contou com a participação das secretarias aconteceu na última quarta-feira (23).

IMG_7799O edital da Capes prevê investimentos na ordem de R$ 6 milhões, sendo um terço deste recurso vindo da própria FACEPE. Além do custeio para o desenvolvimento da pesquisa, haverá recursos para o pagamento de bolsas. Em Pernambuco serão 90 bolsas distribuídas em mestrado, doutorado e pós-doutorado.

As instituições poderão participar como parceiras de um mesmo projeto. “Esta é a oportunidade de montarmos redes de pesquisa locais em diferentes regiões. Vai ser bom para o estado e para a academia”, destaca o presidente da FACEPE Prof. Dr. Fernando Jucá.

IMG_7793O diretor científico da FACEPE, Prof. Dr. Paulo Cunha, compartilha do mesmo raciocínio. “A iniciativa é um estímulo à articulação entre poder público e academia em pesquisas aplicadas que podem ser usadas na solução de problemas reais da sociedade”.

Prazos – As FAPs que firmarão acordo de cooperação técnica com a Capes têm até as 17h do próximo dia 13 de outubro para inscrever os projetos enviados pelos programas de pós-graduação. Isso quer dizer que, na prática, as instituições devem submeter os projetos a serem analisados pela FACEPE com ainda mais antecedência.

Para outras informações acesse o link: Apresentação Oficina 2 – Pró-reitorias de Pesquisa e Pós-Graduação (Edital CAPES 18-2020)

Convênio entre FACEPE, UPE e Grupo FCA viabiliza Programa de Residência em Ciência de Dados para o Setor Automotivo

Um convênio de cooperação técnico-científica da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco vai possibilitar o desenvolvimento do Programa de Residência de Ciência de Dados para o Setor Automotivo. O programa, que terá duração de oito meses, foi formatado pela Universidade de Pernambuco (UPE) para atender demanda do Polo Jeep Goiana, do Grupo Fiat Chrysler Automobiles (FCA). O edital será publicado nos próximos dias e as inscrições poderão ser feitas até 16 de outubro.

A iniciativa vai formar residentes com bolsas pagas pela FACEPE. A primeira turma será composta por oito residentes, além de quatro colaboradores da própria fábrica que irão atuar como alunos e também como mentores da turma. As atividades vão acontecer por meio de aulas remotas e por exercícios práticos na própria planta da FCA. Ao término do curso, os participantes irão receber um certificado de Especialista em Ciência de Dados (lato sensu) pela UPE.

“É uma parceria muito importante, em que a gente vai qualificar e desenvolver os profissionais da FCA, para que juntos a gente possa criar soluções criativas e disruptivas e cada vez mais consigamos desenvolver a indústria automotiva aqui em Pernambuco”, destacou a Plant Manager do Polo Jeep Goiana, Juliana Coelho em entrevista ao Jornal do Commercio.

O projeto intitulado Residência Tecnológica em Indústria 4.0 para o setor automotivo vai mesclar atividades acadêmicas, gerenciadas pela UPE, e práticas, desenvolvidas dentro da fábrica da Jeep, com desafios reais da manufatura. O grupo vai contar ainda com a estrutura do Instituto de Inovação Tecnológica da UPE, localizado no Parqtel. Será disponibilizada uma sala exclusiva para a FCA no qual as soluções serão desenvolvidas com o suporte do Laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento em Ciência de Dados, Visão Computacional e Sistemas Ciberfísicos.

A ação “consiste em formar profissionais com habilidades técnicas modernas em ciências de dados e inteligência artificial com competências para utilizar frameworks disponíveis e resolver problemas práticos nas linhas de produção de automóveis”, diz uma das cláusulas do acordo com validade de 16 meses. Os recursos serão repassados pela FCA à FACEPE, que irá transferir por meio de Auxílio a Projeto de Pesquisa (APQ)

A iniciativa envolve professores de outras universidades (UFPE, UFRPE e Univasf, além de profissionais de empresas (Fábrica de Negócios e Accenture). As aulas da especialização da UPE já foram ofertadas à Receita Federal do Brasil, Tribunal de Justiça de Pernambuco e Secretaria da Controladoria Geral Estado de Pernambuco.

Confira a íntegra do convênio abaixo:

Convênio 009 2019 FCA

Novo secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação preside sua primeira reunião no Conselho Superior da Facepe

O novo secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco Lucas Ramos presidiu, na manhã desta quinta-feira (20), a sua primeira reunião do Conselho Superior da Facepe. Além dos conselheiros, que participaram por meio remoto, a sessão extraordinária contou com a participação in loco dos diretores e do presidente da Fundação, além de técnicos. Todos respeitaram as normas de distanciamento social e usavam máscara. Na ocasião, Lucas Ramos conheceu a estrutura física e organizacional da Facepe. Também foram apresentados os editais e os programas em vigor fomentados pela Fundação.

Durante a sua fala, o secretário defendeu a articulação entre governo, mercado e academia para avançar, junto com a equipe, nas questões da pasta. “Eu, na condição de secretário, não conseguirei entregar nada sozinho. Preciso dessa articulação, desse esforço conjunto pra que a gente possa sintonizar as nossas ações olhando para o mesmo horizonte, com olhos no futuro e com os pés no presente”.

A gravação está disponível no link abaixo:

https://drive.google.com/open?id=1nOPBaBmB1KxclMsELMxdHPqBUiRTO1pI

Confira a terceira edição da Revista Inovação e Desenvolvimento

A Pandemia é o maior desafio imposto à humanidade neste século. Aqui no Brasil, a crise ganhou dimensão holística porque exponencia as crises ambiental, política, social, econômica e de saúde já existentes. A complexidade do momento exige senso de coletividade, empoderamento comunitário, liderança, resiliência e paciência. Valores um tanto distantes do modelo de sociedade que estamos construindo ao longo de 520 anos.

A Covid-19 se junta a tantas outras mazelas endêmicas como as arboviroses, algumas popularmente identificadas como dengue, zika e chikungunya. Sem falar nos outros males corriqueiros dos trópicos, a exemplo da esquistossomose. A terceira edição da Revista Inovação & Desenvolvimento aborda o conceito de doenças negligenciadas. São patologias evitáveis e tratáveis, mas que não são superadas. Esta questão é tema de um dos artigos deste número.

A proposta de abordar esta temática na Revista Inovação & Desenvolvimento Nº3 foi estabelecida no planejamento anual que previa a publicação em setembro. Como em maio publicamos o número 2 sobre os Parques Tecnológicos, resolvemos antecipar o cronograma para o começo de julho e tratar dos aspectos iniciais da pandemia da Covid-19. Nossa equipe ouviu gestores dos principais centros de pesquisa de Pernambuco, institutos e laboratórios públicos de reconhecimento internacional. Cientistas que desenvolvem localmente soluções globais.

Revista FACEPE - Inovação & Desenvolvimento Nº 3

Revista FACEPE – Inovação & Desenvolvimento Nº 3

É o caso do Instituto de Redução de Riscos e Desastres de Pernambuco (IRRD), do Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (Lika) e do Instituto Aggeu Magalhães, da Fundação Oswaldo Cruz em Pernambuco. Uma rede de pesquisa ligada a universidades federais que atua em parcerias com os maiores centros de pesquisa do mundo, a exemplo da University College of London e da Universidade de Nagasaki, no Japão. São essas mentes pensantes que estão orientado e assessorando gestores públicos em seus processos decisórios que norteiam as ações de convívio com a Covid-19.

A nossa equipe conversou com os cientistas que encabeçam esses projetos de pesquisa, muitos dos quais contam com financiamento via editais lançados pela Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco. Os desafios biológicos, sanitários são enormes e os políticos e econômicos ainda maiores. A velocidade de contágio é muito maior do que a dos protocolos científicos de testagem, diagnósticos e de capacidade de produzir remédios ou vacinas no tempo imposto pelo SARS-CoV-2, o tal do novo coronavírus.

Impossível vencer este agente patológico sem a Ciência. A defesa da Ciência como Política Pública é abordada em artigo do presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Trazemos também uma reportagem sobre um aplicativo que desenvolve habilidades socioemocionais em tempos de pandemia, um projeto que conta com financiamento da Facepe. Há ainda informações sobre diversas ações adotadas em Pernambuco no combate à Covid-19.

Vale também destacar nesta mensagem ao leitor, a ideologização que marca os comportamentos diante da Ciência. Recorrendo ao dicionário Houaiss para buscar uma definição do que vem a ser Ciência: “Corpo de conhecimentos sistematizados adquiridos via observação, identificação, pesquisa e explicação de determinadas categorias de fenômenos e fatos e formulados metódica e racionalmente.” Nem tudo é Ciência, nem tudo pode ser assim classificado.

Essa definição não foi resgatada sem propósito. Faz parte do debate atual. É necessária para se discutir o que se tem dito sobre medicamentos milagrosos versus práticas científicas. O debate entre opiniões e ciência, tema recente na discussão de políticas.

Na prática, ao se falar em posições apoiadas na Ciência está se defendendo, pelo menos, que deve haver um método e protocolos a serem seguidos. Abandoná-los e basear as recomendações de políticas públicas no achismo, no desejo pessoal, sem passar por um aprofundado estudo e pelas validações necessárias, pode colocar em risco inúmeras vidas, inúmeros seres que apresentam características inadequadas à essas aventuras e não têm conhecimento consolidado de sua base.

Também, deve-se ter claro que não se está falando de Ciências Exatas, tudo que envolva seres vivos, envolve riscos, envolve possíveis resultados inesperados. E, no caso humano, é fundamental que cada ser que possa ser afetado, deve ser conscientizado. Deve ter claro os perigos que cada procedimento traz, deve assumir, com clareza na mente, se quer ou não se expor. Isso é um princípio basilar da Bioética. Não é apenas assinar um papel, mas compreendê-lo efetivamente.

Nisso, surge a área de Saúde. Com certeza não é segmento do que chamamos Ciência Exata. O desconhecido e o não dominado não permite conclusões que se baseiem apenas em números ou proporções. São áreas experimentais em que, sem dúvida existe método e protocolos a serem seguidos, não se baseiam apenas em observações, mas para se chegar a conclusões mais sólidas precisam de processos de validação, de análise sistemática, de estudos aprofundados de possíveis impactos colaterais.

A época da alquimia e da feitiçaria já passou, precisamos de maior seriedade. Boa leitura e reflexão!

Clique no link abaixo e veja a revista na íntegra.

Revista da Facepe — Inovação e Desenvolvimento (terceira edição) (2)

Facepe articula Rede Colaborativa de Combate à Pandemia

Uma reunião com representantes da comunidade científica de Pernambuco discutiu as possibilidades da criação de uma Rede Colaborativa para o Combate à Pandemia. O encontro, realizado por meio do Google Meet e transmitido ao vivo via streaming, aconteceu na tarde desta segunda-feira (20). Participaram da reunião os secretários estaduais de Ciência, Tecnologia e Inovação, Aluísio Lessa; e o de Saúde, André Longo; além de gestores de centros de pesquisa e universidades de Pernambuco. A mediação foi do presidente da Facepe Fernando Jucá.

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O ponto de partida das discussões em torno da rede foi o projeto  intitulado Prevalência e Incidência da COVID-19 nas macrorregiões de saúde do estado de Pernambuco. Para a realização da pesquisa, foi necessária a importação de uma máquina que realiza o exame RT-PCR de modo automatizado. “O Sistema Oktopure™ será utilizado para a realização da extração do ácido nucleico; e o Sistema Intelliqube para as demais fases de dispensação de líquidos, amplificação, detecção e análise de dados. Ambos os sistemas são da Biosearch Technologies”, diz um trecho do projeto. A iniciativa faz parte de um convênio firmado entre a Facepe e a Secretaria Estadual de Saúde. A Fundação investiu R$ 6.027.308,39 na importação do equipamento que já está sendo instalado na Laboratório Central de Pernambuco (Lacen).

Rede Colaborativa Covid-19 2De acordo com André Longo, a aquisição desta máquina vai aumentar a capacidade do estado em processar exames de Covid-19. “Pernambuco vai ficar entre os cinco estados com maior capacidade de testagem do país”.  A depender dos reagentes utilizados, o equipamento poderá processar até 9.200 exames por dia. “A máquina vai reduzir o prazo de conclusão de exames e há a possibilidade de usá-la com outros vírus respiratórios e arboviroses”, explicou a diretora do Lacen Rosilene Heinz.

Nesta fase de pandemia, o equipamento vai ser utilizado vai ser usado pelo projeto Prevalência e Incidência da COVID-19 nas macrorregiões de saúde do estado de Pernambuco, que é coordenado por Mozart Júlio Tabosa Sales (Imip) e Dr. Paulo Sávio Angeiras Góis (UFPE). Um dos objetivos da pesquisa é colaborar com o direcionamento das medidas restritivas de isolamento social e quarentena comunitária, assim como auxiliar o planejamento da retomada gradativa das atividades sociais e econômicas no estado.

De acordo com dados dos pesquisadores, casos graves da doença foram registrados em 148 de um total de 187 municípios do estado. Ainda de segundo eles, desde o início da pandemia foram realizados em torno de 35 mil testes para Covid-19, incluindo testes rápidos, com capacidade de 7.600 testes RT-PCR (Reação em Cadeia da Polimerase com Transcrição Reversa em tempo real) por semana. Considerando os testes realizados até maio de 2020 e a população estimada para o estado em 2019, foram realizados 3.687 testes por milhão de pessoas em Pernambuco. É um índice muito inferior se compararmos o estado com países como a Alemanha, que realizou 37.584 testes por milhão. Os números evidenciam a necessidade de ampliar a capacidade de testagem no estado.

Apesar dos números, Goes destacou que a imprecisão dos dados se apresentou como uma das maiores dificuldades no contexto da pandemia. “Não basta testar e isolar, tem que ter estratégia. Essa pesquisa é operacional e requer vários parceiros”. Já Mozart ressaltou o esforço multifacetado daquilo que ele vê como política de Estado e não de governo. “No futuro podemos usar o equipamento até para o HPV (vírus que provoca o câncer de útero) que atinge 500 mil mulheres e mata cerca de 400 mulheres por ano em Pernambuco”.

Clique aqui e assista a gravação do evento.

Confira a Apresentacao de Mozart Sales realizada durante a reunião.

O projeto de pesquisa Prevalência e Incidência da COVID-19 nas macrorregiões de saúde do estado de Pernambuco pode ser baixado no link abaixo.

PROJ-APQ-0135-20 (1)

Projeto com recursos da FACEPE pretende aumentar testagem de COVID-19 em PE

A Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco vai apresentar, nesta segunda-feira (20), às 14h, o projeto Prevalência e Incidência da COVID-19 nas macrorregiões de saúde do estado de Pernambuco. O evento, que será transmitido por meio do link meet.google.com/ucx-chbz-tot, contará com a participação dos secretários estaduais de Saúde, André Longo, e de Ciência, Tecnologia e Inovação, Aluísio Lessa; além de dirigentes das instituições de Pernambuco que atuam em pesquisas voltadas ao combate dos efeitos da Covid-19. A abertura será feita pelo Presidente da FACEPE, Prof. Dr. Fernando Jucá.

IntelliQube2“Este projeto pode ser o embrião de uma Rede Cooperativa para o Combate à Pandemia entre instituições de Pernambuco, além de possibilitar a criação de um laboratório multiusuário no Lacen/SES/Governo de Pernambuco”, destaca Jucá ao se referir ao Laboratório Central da Secretaria Estadual de Saúde.

O projeto de pesquisa Prevalência e Incidência da COVID-19 nas macrorregiões de saúde do estado de Pernambuco será apresentado por seus coordenadores Dr. Mozart Júlio Tabosa Sales (Imip) e Dr. Paulo Sávio Angeiras Góis (UFPE). Logo depois, haverá um debate com pesquisadores do estado. Eles vão abordar a ampliação da testagem de Covid19 em Pernambuco, as novas tecnologias no combate à pandemia e a importância da aquisição da máquina para rastrear a transmissão da doença e a geração de informações. Em seguida, participam do debate os pesquisadores convidados. Este momento será coordenado pela Diretora de Inovação da FACEPE, Profª Drª Aronita Rosenblatt, e pela Secretária Executiva da SES Luciana Albuquerque.

Um dos objetivos da pesquisa é colaborar com o direcionamento das medidas restritivas de isolamento social e quarentena comunitária, assim como auxiliar o planejamento da retomada gradativa das atividades sociais e econômicas no estado.

De acordo com dados dos pesquisadores, casos graves da doença foram registrados em 148 de um total de 187 municípios do estado. Ainda de segundo eles, desde o início da pandemia foram realizados em torno de 35 mil testes para COVID-19, incluindo testes rápidos, com capacidade de 7.600 testes RT-PCR (Reação em Cadeia da Polimerase com Transcrição Reversa em tempo real) por semana. Considerando os testes realizados até maio de 2020 e a população estimada para o estado em 2019, foram realizados 3.687 testes por milhão de pessoas em Pernambuco. É um índice muito inferior se compararmos o estado com países como a Alemanha, que realizou 37.584 testes por milhão. Os números evidenciam a necessidade de ampliar a capacidade de testagem no estado.

Equipamentos & Insumos – Para a realização da pesquisa, foi necessária a importação de máquinas que realizem o exame RT-PCR de modo automatizado. “O Sistema Oktopure™ será utilizado para a realização da extração do ácido nucleico; e o Sistema Intelliqube para as demais fases de dispensação de líquidos, amplificação, detecção e análise de dados. Ambos os sistemas são da Biosearch Technologies”, diz um trecho do projeto.

Também será necessário adquirir todo o conjunto de reagentes e insumos consumíveis, inicialmente para 120.000 exames, que irão propiciar a realização de aproximadamente 6.900 exames de RT-PCR/dia. Essa quantidade de exames dará condições para a realização do estudo e de outras pesquisas epidemiológicas de base populacional.

Investimento – O projeto da Secretaria Estadual de Saúde terá investimento de R$ 6.027.308,39. Os recursos são provenientes da modalidade de Auxílio para Projeto de Pesquisa (APQ) da FACEPE. Essa modalidade visa à expansão e consolidação de competências estaduais e ao avanço do conhecimento científico e tecnológico em todas as áreas do conhecimento.
O auxílio pode contemplar financiamento de itens de custeio, capital e bolsas conforme as regras do edital ao qual estiver vinculado.

Conselho Superior da Facepe tem quatro novos conselheiros

A perspectivas para o segundo semestre de 2020 e a apresentação dos quatro novos integrantes do Conselho Superior da Facepe marcaram a primeira reunião do grupo diretor da Fundação. O encontro aconteceu de forma remota, por meio da plataforma Google Meet. Os gestores falaram ainda sobre o lançamento de novos editais, mudanças de projeto para o enfrentamento da Covid-19 com anuência da Procuradoria Geral do Estado (PGE). Ainda na ocasião, foi anunciado retorno gradativo das atividades presenciais, a partir desta segunda-feira (20).

A reunião foi conduzida pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Aluísio Lessa, que é presidente do Conselho Superior da Facepe, e pelo presidente da Facepe, Fernando Jucá. Ele fez uma apresentação da instituição, falando dos últimos investimentos. De acordo com o gestor, ano passado foram pouco mais de R$ 53 milhões de reais em 24 editais, sendo 85% deste valor aplicados em programas de Instituições de Ensino Superior. Ainda segundo dados apresentados na reunião, entre 2014 e 2019 foram investidos algo em torno de R$ 330 milhões. Nos últimos dez anos, a média anual de investimentos da Facepe tem ficado entre R$ 50 e 60 milhões.

“Concedemos mais que o dobro de bolsas do CNPq, não que a gente queira substituir o órgão, mas a Facepe se fez presente no momento de queda  do CNPq/Capes, com autorização do governador”, analisou Jucá. O gestor falou ainda sobre o Sistema Pernambucano de Inovação (Spin) que reúne 300 instituições. “O maior desafio é a articulação entre as instituições”, pontuou.

Conselheiros – Nas vagas destinadas a pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento e representantes das instituições de ensino e pesquisa sediadas em Pernambuco, assumiram a Prof.ª Drª Caroline Maria de Miranda Mota, do Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção da UFPE; e  a Profª. Drª  Leonor Costa Maia , coordenadora da Pós-Graduação em Biologia de Fungos da UFPE.

Já nas vagas destinadas a membros com reconhecida atuação em ciência, tecnologia e inovação, de diferentes áreas de conhecimento, assumiram Cláudio Marinho, ex-secretário de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente de Pernambuco e um dos criadores do Porto Digital; e Renato Cunha, presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco.

 

FACEPE retoma suas atividades presenciais gradualmente a partir do dia 20 de julho/2020

0001

Seguindo a determinação do Governo Estadual, a FACEPE retornará às suas atividades presenciais a partir do dia 20 de julho obedecendo aos protocolos de higiene e segurança:

CRONOGRAMA DE RETOMADA FACEPE
FASE DE ATÉ DAS ÀS PRESENCIAL HOME-OFFICE
20/jul 02/ago 08h 12h 50% 50%
03/ago 09/ago 08h 12h 100% Grupo de Risco
10/ago 16/ago 08h 13h 100% Grupo de Risco
17/ago 23/ago 08h 14h 100% Grupo de Risco
24/ago 30/ago 08h 16h 100% Grupo de Risco
31/ago em diante 08h 17h 100% Grupo de Risco

Nas primeiras duas semanas apenas 50% de seus servidores retornarão às atividades laborais por 4h diárias e nas semanas seguintes, a equipe completa (excetos os enquadrados no Grupo de Risco) reassumem suas funções presenciais aumentando a carga horária de forma gradativa (vide tabela acima).

O atendimento será realizado, preferencialmente, de forma remota (reuniões virtuais ou telefônicas). O atendimetno presencial de pesquisadores e bolsistas poderá ser realizado, desde que agendado previamente.

O protocolo volta a receber documentação impressa nos horários  supracitados.

Maiores informações: asscom@facepe.br

Resultados da Facepe 2019

A diretoria da Fundação de Amparo à Ciência e a Tecnologia do Estado de Pernambuco divulgou o relatório de gestão com os resultados alcançados em 2019.  De acordo com o doumento, a FACEPE investiu mais de R$ 55,7 milhões no apoio a projetos de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias, entre bolsas e auxílios, em todas as áreas do conhecimento. Clique no link abaixo e confira o documento na íntegra.

Relatório da Facepe 2019 (1)