Encontro reuniu gestores públicos e pesquisadores para apresentação do andamento dos projetos e definição dos próximos passos do programa
A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco (Secti-PE), em parceria com a Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe), realizou, nesta quarta-feira (29), o Seminário Parcial de Acompanhamento do Edital nº 14/2024 – Programa Cientista Arretado. O encontro ocorreu no Salão Nobre da Facepe e reuniu representantes do Governo do Estado, pesquisadores e gestores públicos envolvidos na iniciativa.
A abertura contou com a participação da diretora-presidente da Facepe, Fernanda Pimentel e pela secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco, Mauricélia Montenegro. Também estiveram presentes o diretor de Inovação da Facepe, Leonardo Ferraz; o gerente de Inovação Pública e Social da Facepe, Igor Teixeira Cavalcanti; o diretor de inovação da Secti, César Andrade; e o gerente da Usina Pernambucana de Inovação, Marcelo Nazário.
O seminário foi dedicado à apresentação, pelos coordenadores, do andamento de sete projetos contemplados pelo edital, além do monitoramento das ações em execução e da definição dos próximos passos do programa, reforçando a integração entre ciência e gestão pública.
Além dos coordenadores dos projetos apoiados, participaram representantes de órgãos estaduais, como a Agência Estadual de Tecnologia da Informação (ATI), a Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha (Semas), a Secretaria de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional (Seplag), a Secretaria de Defesa Social (SDS), a Secretaria da Controladoria-Geral do Estado (SCGE) e a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh).
Um dos coordenadores dos projetos aprovados, o professor Roberto Quental, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), destacou a relevância social da iniciativa. O projeto, voltado à estabilização de taludes e encostas em áreas urbanas, considera os impactos das mudanças climáticas e eventos recentes no estado para a construção de soluções. “Não é solução para, é solução com a comunidade”, enfatizou.
Mirella Borba, também professora da UFPE, apresentou uma iniciativa voltada à contenção costeira, proposta pela Semas, motivada pelos efeitos da urbanização e da ocupação do litoral pernambucano. O projeto prevê um levantamento inédito no estado, com precisão em escala centimétrica, para subsidiar intervenções técnicas e ações preventivas.
Entre os destaques do seminário esteve o projeto coordenado pelo professor da Universidade de pernambuco (UPE), Fernando Buarque, aplicado à SCGE sobre o uso da inteligência artificial em manifestações aplicadas à ouvidoria, ao monitoramento e a plataformas corporativas, apresentadas como soluções inovadoras para desafios enfrentados pelos órgãos estaduais, reforçando o papel da tecnologia na modernização da gestão pública.
A professora Márcia Macedo, do Instituto de Inovação Tecnológica da Universidade de Pernambuco (IIT-UPE), integrante da banca avaliadora, ressaltou o papel estratégico da aproximação entre ciência e poder público. “Em nenhum outro momento vivemos uma ligação tão próxima entre governo e academia, especialmente voltada para a população”, afirmou.
A secretária Mauricélia Montenegro também destacou os impactos esperados das iniciativas. “O cidadão pode até não saber exatamente o que foi feito, mas vai colher os resultados. O mais importante é que isso chegue até ele, e é isso que estamos construindo aqui”, pontuou.
Durante o seminário, também foram apresentados projetos como o de Ricardo Cavalcante, professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), voltado ao desenvolvimento de uma ontologia de indicadores para planejamento, monitoramento e avaliação de políticas públicas de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) no estado; o do professor Paulo Salgado, da UFPE, que propõe uma plataforma baseada em inteligência artificial e big data para apoio à tomada de decisão na Seplag; e do professor Dimas Cassimiro, da Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (Ufape), que desenvolve uma solução para a SDS, baseada em inteligência artificial explicável e grandes modelos de linguagem para detecção automática de lavagem de dinheiro.