FACEPE recebeu coordenador do Programa Cientista Chefe do governo do Ceará

IMG_5666A FACEPE recebeu, na manhã desta terça-feira (3), o diretor de Inovação da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), Prof. Dr. Jorge Soares. Ele falou sobre o sucesso do Programa de Ciência e Inovação em Políticas Públicas do Ceará (Cientista Chefe). Desde 2018, a iniciativa disponibiliza para o governo do estado metodologia e conhecimento científicos para tomada de decisões e para a formulação de políticas públicas em Saúde, Educação, Energia, Segurança, Recursos Hídricos, Ciência de Dados, Pesca e Aquicultura, Infraestrutura Viária, entre outras áreas.

O evento aconteceu no Salão Nobre da FACEPE e reuniu técnicos, gestores governamentais de PE e da própria FACEPE , além de pro-reitores e pesquisadores de universidades pernambucanas. De acordo com Jorge Soares, a produção científica, formação qualificada e ligação com núcleos de excelência em pesquisa são alguns dos critérios levados em conta para os projetos fazerem parte do programa. “O conhecimento tem de estar a serviço da administração pública”, detalhou ele ressaltando o objetivo de reduzir gastos e oferecer melhores serviços.

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Ainda segundo Jorge, os cientistas monitoram e propõem medidas em vários projetos a partir de uma metodologia científica e técnicas de Big Data. Tudo isso conciliando a carreira acadêmica.Os pesquisadores não se afastam da universidade, seguem a docência e a produção científica mantendo a atualização permanente”.

De acordo com dados apresentados pelo representante da Funcap, o investimento do governo do Ceará no programa foi de pouco mais de R$ 23 milhões desde 2018. Desde então foram 346 bolsas concedidas, sendo 247 vigentes. As equipes de pesquisadores envolvem 15 pós-doutores, 96 doutores, 40 mestres e 96 especialistas, graduados e bolsistas de nível médio. Os resultados e exemplos nas mais diferentes áreas da administração pública do estado do Ceará viraram um especial na revista institucional da Funcap.

IMG_5656Esse modelo inovador de fomento à política pública faz sucesso em outros países há décadas. O primeiro conselheiro cientista presidencial foi nomeado em 1957 nos Estados Unidos. No Reino Unido foi iniciado em 1964 e desde 2002 existe um em cada departamento de governo. Israel segue um modelo semelhante ao britânico tendo um cientista-chefe em cada um dos seus 13 ministérios.

 

FACEPE realiza eleição para membros do Conselho Superior

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A Comissão Eleitoral da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco – FACEPE – abre o edital de Eleição de Membro do Conselho Superior para pesquisadores vinculados a instituições de ensino e pesquisa, sediadas no estado, nas áreas de Ciências Exatas e Engenharias e Ciências Biológicas e da Saúde. A relação atualizada dos votantes dos colegiados e a inscrição dos candidatos devem ser feitas até o dia 31/03/2020.

As inscrições devem ser encaminhadas à Comissão Eleitoral, por meio da entrega da documentação que consta no edital, no Setor de Protocolo da FACEPE dentro do prazo estabelecido. Serão escolhidos dois membros e o resultado está previsto para o dia 30/04/2020, após homologação da Presidência da Instituição, e será publicado na página (www.facepe.br), como também enviado ao Governador do Estado para designação dos representantes e o cumprimento do mandato compreendido no período de 01 de abril de 2020 a 31 de março de 2026.

A entrega da relação dos votantes dos colegiados deve ser enviada por e-mail para Ana Cássia Cabral de Lima (ana.lima@facepe.br) até 31/03/2020.

Clique aqui e confira o edital.

FACEPE promove mostra de resultados de pesquisas desenvolvidas com recursos do edital do Zika Vírus

IMG_5312A Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (FACEPE) promoveu, na manhã desta terça-feira (18), uma mostra de resultados com 19 pesquisadores de várias instituições que desenvolvem estudos científicos sobre o Zika Vírus. Os projetos multidisciplinares abordam genética, física, biologia, tecnologia da informação, entre outros campos do conhecimento. A produção científica pernambucana tem reconhecimento internacional com dezenas de trabalhos divulgados nas mais respeitadas publicações científicas do mundo. Diagnósticos rápidos,  biolarvicidas e até um aplicativo de acompanhamento de crianças vítimas da microcefalia em decorrência do Zika foram apresentados. Ações concretas fruto de pesquisa financiada com recursos da Fundação e da Secretaria Estadual de Saúde (SES) a partir do edital emergencial 04/2016.

IMG_5326O evento contou com as presenças do presidente da FACEPE, Fernando Jucá, do diretor Científico Paulo Cunha e da diretora de Inovação Aronita Rosenblatt. “Foi uma experiência pernambucana das mais dolorosas, mas cientificamente uma das mais importantes. Pernambuco estava conhecido como o estado de maior concentração de mulheres grávidas vítimas do Zika Vírus, mas também com a maior concentração de competências para resolver os problemas”, destacou Aronita ressaltando que as pesquisas apoiadas pela FACEPE tiveram mais de 50 trabalhos publicados em revistas científicas internacionais reconhecidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Ainda de acordo com a gestora, na época, o edital aprovou 23 projetos.

Um desses projetos é o Grupo de Pesquisa da Epidemia de Microcefalia (Merg), que reúne cientistas de várias instituições nacionais e internacionais. A rede de profissionais inclui especialistas em epidemiologia, doenças infecciosas e clínicos; investigadores na área da saúde reprodutiva, pediatras, neurologistas e biólogos. A iniciativa conta com pouco mais de R$ 170 mil em recursos aprovados pelo edital conjunto da FACEPE e Secretaria Estadual de Saúde. Durante a apresentação dos primeiros resultados na FACEPE, o coordenador Demócrito de Barros Miranda Filho apresentou alguns números. Foram 53 mutirões de saúde realizados com a realização de 8.981 exames. Ainda de acordo com dados mostrados por ele, 611 crianças foram avaliadas. Apesar dos avanços e descobertas que resultaram em medidas de prevenção ao problema, o pesquisador chama atenção para a  circulação do Zika Vírus. “As pessoas acham que o Zika acabou, mas é interessante a gente mostrar que ainda está havendo casos”.

IMG_5334O vetor transmissor da doença também é objeto de investigação dos cientistas. Um dos grupos levantou e comprovou a hipótese de que o Zika Vírus pode ser transmitida aos humanos por espécies de mosquitos diferentes do conhecido Aedes Aegypti. A descoberta foi liderada pela pesquisadora do  Instituto Aggeu Magalhães da Fundação Oswaldo Cruz (IAM/Fiocruz), Constância Ayres, que explicou durante a mostra de resultados da FACEPE como surgiu a investigação. ”Se tinha estabelecido que o Aedes Aegypti era o vetor exclusivo em área urbana e aí o nosso grupo foi o primeiro a questionar esse paradigma porque nas áreas onde houve as primeiras epidemias, na Micronesia e na Polinesia Francesa, o Aedes não existia. Porque ele seria a espécie exclusiva se a transmissão ocorreu onde essa espécie não existia? Então a gente levantou essa possibilidade e enfrentamos muita resistência do mundo acadêmico”. O grupo coordenado por Constância foi o único do mundo a fotografar a presença do Zika Vírus na saliva do mosquito Culex. Popularmente conhecida como muriçoca, a espécie é a mais abundante do mundo. A descoberta rendeu a publicação de 13 artigos científicos, dez resumos em congressos e 51 entrevistas aos meios de comunicação.

IMG_5375Além das áreas de Saúde e Biologia, o edital aprovou projetos também em Tecnologia da Informação. A pesquisadora Edna Barros, do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (Cin/UFPE), mostrou o Mob Care. Além da versão web, a tecnologia conta com um aplicativo criado para facilitar o acompanhamento dos profissionais de saúde e cuidadores na evolução diária das crianças vítimas de microcefalia. Nele o usuário pode colocar informações clínicas, anotar novos sintomas e assistir a vídeos que ensinam a fazer a terapia complementar em casa. O Mob Care está em fase de testes em parceria com a Fundação Altino Ventura. “Tem sido uma parceria muito boa. Hoje nós temos vários alunos voluntários. São alunos voluntários que quando veem o sofrimento de quem está do outro lado, ele trabalha da forma que for necessária. Tem sido uma parceria muito legal para despertar nos alunos a necessidade da inclusão, principalmente das mães, que se sentiam muito sós”.

Também participaram da mostra, as pesquisadoras doutoras do IAM/Fiocruz, Maria Alice Varjal e Maria de Fátima Militão, além das representantes da SES, Patrícia Ismael, Claudenice Pontes, Rayane Azevedo e Bárbara Silva.

FACEPE divulga o resultado do Edital 26/2019 – Bolsas de Incentivo Acadêmico

BIA 2020

A Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco – FACEPE – torna pública a concessão de 200 quotas de bolsas de incentivo acadêmico – BIA, distribuídas ao longo de duas entradas no ano de 2020 para 6 (seis) propostas institucionais aprovadas no Edital 26/2019. As bolsas contemplarão estudantes provenientes da rede pública de ensino ingressos nas Instituições de Ensino Superior (IES) participantes do programa.

A FACEPE formalizará a comunicação dos resultados por meio de correspondência eletrônica a ser enviada ao coordenador do Programa em cada instituição, com as devidas instruções para a implantação das bolsas. Os coordenadores das propostas aprovadas devem indicar os bolsistas via sistema AgilFAP para a primeira entrada até o dia 16/03/2020 e, para a segunda entrada, até o dia 10/08/2020. Este prazo só poderá ser prorrogado em caráter excepcional, após a aprovação pela Diretoria Científica de uma solicitação formal enviada através de e-mail (diretoria@facepe.br com cópia para cristiane.araujo@facepe.br) até 02/03/2020, contendo justificativa substanciada.

Não haverá entrega de documentação impressa no protocolo da FACEPE.

Acesse aqui o resultado do edital.

FACEPE lança o Edital PIBIC 2020 que distribuirá 400 bolsas no valor de R$ 500,00 por mês – inscrições até 14 de abril -

PIBIC

A Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco lança o edital 01/2020 para o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC). Serão 400 bolsas distribuídas entre solicitações novas e renovações. A data limite submissão de propostas será até o dia 14 de abril. As bolsas IC tem duração máxima de um ano e um valor mensal de R$500,00 (valor majorado).

O novo valor das mensalidades são apenas para as bolsas que se iniciarão a partir de agosto de 2020.

As propostas devem ser encaminhadas exclusivamente pelos orientadores solicitantes via internet por intermédio do formulário de solicitação de bolsas (modalidade BIC) no sistema AgilFap (http://agil.facepe.br).

O Programa de Concessão de Bolsas de Iniciação Científica da FACEPE apoia atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação em todas as áreas mediante a seleção de propostas para concessão de bolsas de iniciação científica para alunos de graduação das instituições públicas ou privadas de Pernambuco.

Clique aqui e confira o edital.

 

FACEPE divulga as 330 bolsas de mestrado e 180 de doutorado aprovadas do Edital 20/2019 PBPG 2020.1

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A Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (FACEPE) divulga o resultado Concessão de Bolsas de Pós-Graduação Strictu Sensu (PBPG) 1º semestre 2020. São 330 bolsas de mestrado e 180 de doutorado com vigência máxima de 24 e 48 meses, respectivamente, contados a partir de março de 2020.

O período para indicação dos bolsistas para projetos aprovados no Sistema AgilFAP, incluindo o envio de documentação complementar digital pelo coordenador do PPG (também pelo Sistema AgilFAP), será até 10 (dez) dias após o envio das mensagens eletrônicas pelo sistema AgilFAP, conforme a regulamentação.

Não haverá entrega de documentação impressa no protocolo da FACEPE.

As bolsas não implantadas por quaisquer motivos no prazo indicado serão canceladas e serão convocados projetos ainda não contemplados, de acordo com a respectiva lista de espera da área que necessitar remanejamento.

Acesse o Resultado.

 

Bolsista pós-doc FACEPE, Dr. Diogo Lima, publica artigo sobre nova ocorrência de espécie de fungo de interesse biotecnológico para o nordeste brasileiro, no município de Garanhuns-PE

Diogo em coletaO Dr. Diogo Xavier Lima, bolsista pós-doc FACEPE, supervisionado pela Profa. Cristina Maria de Souza-Motta e com a colaboração do Prof. André Luiz C. M. A. Santiago, do Departamento de Micologia, Centro de Biociências da UFPE, publicou no último dia 14/02/2020, um artigo sobre a primeira ocorrência de uma espécie de fungo para o nordeste brasileiro, e o primeiro relato como sapróbio, no município de Garanhuns. O artigo intitulado: “A new occurrence of Mucor nidicola (Madden, Stchigel, Guarro, Sutton et Starks) (Mucorales, Mucoromycota) in the Upland Rainforest of the Brazilian Northeast and first report as a saprobe in soil”, foi publicado na revista internacional “Check List”, especializada em publicar dados sobre biodiversidade.

A publicação é um dos resultados do projeto de Diogo Xavier, que atualmente desenvolve uma pesquisa que visa isolar fungos em solos contaminados com efluentes de lacticínios, de forma a obter cepas com alta capacidade de produção de enzimas proteolíticas. Essas enzimas apresentam alta atividade de coagulação do leite, podendo ser utilizadas para a fabricação de queijos.

Segundo o pesquisador, a busca por fungos produtores de proteases coagulantes do leite tem sido significativamente ampliada nos últimos anos, em especial ao que se refere à produção por fungos pertencentes à ordem Mucorales, que inclui Mucor nidicola, visto que representantes dessa ordem são excelentes produtores dessa enzima.

“Uma nova ocorrência de Mucor nidicola para o município de Garanhuns é muito importante para o conhecimento da distribuição geográfica de fungos, visto que muitos desses fungos apresentam potencial para aplicação biotecnológica. Além disso, M. nidicola e outras espécies estão sendo testadas quanto à capacidade de produzir essas enzimas coagulantes, e já apresentam resultados promissores para a fabricação de queijos. Dessa forma, acreditamos que a realização desse projeto contribuirá com o fornecimento de recursos biológicos pertencentes ao acervo da Micoteca URM da UFPE a serem utilizados em estudos de aplicação biotecnológica na região”, pontuou Diogo.

Acesse à integra do artigo: https://checklist.pensoft.net/article/49149/

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Prêmio Mulheres Inovadoras 1ª Edição – 1/2020

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O Programa Mulheres Inovadoras objetiva estimular startups lideradas por mulheres, de forma a contribuir para o aumento da representatividade feminina no cenário empreendedor nacional por meio da capacitação e do reconhecimento de empreendimentos que possam favorecer o incremento da competitividade brasileira.

O Programa é uma atividade decorrente do Acordo de Cooperação Técnica firmado entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Telecomunicações (MCTIC), a Financiadora de Estudos e Projetos – Finep e a Prefeitura do município de São Paulo.

4.2. Poderão candidatar-se ao Prêmio Mulheres Inovadoras , as empresas brasileiras, isto é, com sede no Brasil e instituídas conforme a legislação pátria, que atendam, concomitantemente, aos seguintes requisitos:

4.2.1. Sejam registradas na Junta Comercial competente, sob a forma de Sociedade Limitada (“LTDA”), Sociedade Anônima (“S/A”) ou Empresa Individual (“Eireli”) há, no mínimo, 3 (três) meses a contar do início do período de inscrições;

4.2.2. Possuam pelo menos 1 (uma) mulher entre seus empreendedores, devendo esta se enquadrar em uma das seguintes situações, além de possuir função executiva ou gerencial: a) A participação societária individual da empreendedora deverá ser superior ou igual às participações individuais dos demais empreendedores, ou b) A soma da participação societária das empreendedoras deverá ser superior ou igual à soma das outras participações societárias.

4.2.3. Tenham apresentado, no período de 12 (doze) meses, entre 01 de janeiro de 2019 e 31 de dezembro de 2019, Receita Operacional Bruta (ROB) inferior ou igual a R$ 4.800.000,00 (quatro milhões e oitocentos mil reais);

4.2.4. Desenvolvam, em qualquer área ou setor, tecnologia inovadora, modelo de negócios inovador, ou que seus produtos, serviços ou processos sejam marcadamente inovadores e produzidos a partir de novas tecnologias ou da integração de tecnologias existentes, mas que obrigatoriamente contem com adição de desenvolvimento novo, não se limitando a revender, implantar e/ou instalar produtos e serviços de terceiros.

Acesse o edital.

http://www.finep.gov.br/apoio-e-financiamento-externa/programas-e-linhas/mulheresinovadoras

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Ex-bolsista de doutorado da FACEPE, Dr. Edyniesky Ferrer Miranda, tem um dos resultados de sua tese publicada na Revista “Transboundary and Emerging Diseases” de impacto 3.55

Doenças Transfronteiriças e Emergentes

Edyniesky Ferrer Miranda, foi doutorando FACEPEorientado pelo Prof. Kleber Régis Santoro no programa de Biometria e Estatística Aplicada da UFRPE. Defendeu sua tese em fevereiro de 2019 e um dos resultados foi publicado na revista de medicina veterinária “Transboundary and Emerging Diseases” que apresenta fator de impacto de 3.55, sob o título “TIMELINESS OF VESICULAR DISEASE NOTIFICATION SYSTEM IN BRAZILIAN FOOT-AND-MOUTH DISEASE SURVEILLANCE PROGRAM”.

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Resumo: Os programas de vigilância em saúde animal devem ser confiáveis e informativos para garantir que as estratégias de vigilância implementadas sejam efetivas, sendo assim, de vital importância, a avaliação regular com o objetivo de demonstrar a ausência de doenças e a capacidade de detectar surtos de maneira oportuna. Entre os critérios a serem avaliados estão os timeliness envolvidos nos programas de vigilância, os quais podem demonstrar a dinâmica e interação das atividades executadas. Assim, teve-se como principal objetivo avaliar a timeliness dos Serviços Veterinários Oficiais (SVO) relativos à notificação de enfermidades vesiculares do programa de FA. Foram utilizados dados do Sistema Continental de Informação e Vigilância, em um período de 14 anos (2004-2017), referentes às síndromes vesiculares, recolhendo informações da FA e enfermidades vesiculares, assim como outras doenças com sinais compatíveis com síndromes vesiculares de origem infecciosa diversa e não infecciosas. As três timeliness (TL.1, TL.2, TL.3) avaliadas se referem aos diferentes tempos do sistema de vigilância da FA, as quais foram analisadas como resposta em um modelo linear generalizado que teve como variáveis as respostas dos estados do País. As análises foram feitas separadamente para cada classe de comunicação de notificação, executadas para cada estado e entre os estados. As análises apontam demora nos timeliness dentro de cada estado, as diferentes classificações de doenças e com destaque em doenças com sinais iguais à FA. Ainda se mostra que existe ampla diferença entre os timeliness do sistema de vigilância da FA quando comparados os estados do Brasil. Os resultados permitiram conhecer e avaliar o comportamento das timeliness do sistema de vigilância da FA no Brasil, formando base de conhecimento para que os agentes envolvidos e aqueles que tomam decisões possam reforçar as medidas de vigilância nos estados com timeliness acima do permitido, assim como na própria avaliação dos SVO do Brasil.

Palavras chaves: Doenças transfronteiriças, modelos lineares generalizados, defesa sanitária animal.

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TIMELINESS OF VESICULAR DISEASE NOTIFICATION SYSTEM IN BRAZILIAN FOOT-AND-MOUTH DISEASE SURVEILLANCE PROGRAM